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Uma trajetória de sucesso na Nova Zelândia

Conheça a história do brasileiro que começou como pipoqueiro de estrelas hollywoodianas e hoje gerencia o mercado latino para a IPU New Zealand

Deixar o país de origem, se permitir criar uma nova vida e fincar raízes em outro país é sempre desafiador, por isso, trajetórias de sucesso como a do Leandro Cavalcanti, gerente de mercado da IPU New Zealand, são uma brisa de esperança e inspiração em um 2021 marcado por tantos desafios e incertezas.

Um mineiro pelo mundo

A ida para um país novo também vem acompanhada de uma mudança de mentalidade, afinal, nem sempre é possível recomeçar a vida em outro lugar mantendo o mesmo tipo de emprego que se tinha no Brasil. Assim como muitos brasileiros, Leandro estava disposto a encarar o mundo de forma diferente e a se adaptar conforme a necessidade, e isso significava  se abrir para oportunidades de trabalho como garçom, dishwasher e atendente em cafeterias.

Leandro nasceu em Viçosa, cidade universitária que fica a 225 quilômetros da capital mineira, e em 2000, aos 23 anos, ele decidiu que era o momento de viver novas experiências. Mesmo sem conhecer ninguém que já estivesse lá, criou coragem e escolheu a Nova Zelândia como destino para essa jornada.

Parte da jornada do Leandro foi passar para a fase de adulto e aprender a construir sua própria identidade já com o impacto de uma nova cultura dentro desse processo de formação pessoal. “Viver na NZ moldou minha forma de entender o mundo de uma maneira mais igualitária, me ajudou a ser alguém mais autêntico, mais gentil com as pessoas e a valorizar mais o momento presente”, afirma.

“Me ensinou também que não sou apenas mineiro. Sou brasileiro e Latino Americano, com todos os estigmas e a beleza que vêm com isso”.

De pipoqueiro de estrelas hollywoodianas para a Embaixada brasileira

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Image by Nel Botha from Pixabay

Na hora de escolher o destino ideal, muitos imigrantes optam por cidades grandes e mais conhecidas, como Auckland e Wellington, e com Leandro não foi diferente.

“Meus primeiros 6 meses foram em Auckland. Depois mudei para Wellington”, diz ele.

Na capital neozelandesa, Leandro conta que trabalhou em 3 cinemas da cidade e que poderia deixar muito fã da saga de Lord of the Rings com inveja, afinal ele morava no país quando o filme foi lançado.

“Na estreia mundial do filme eu estava lá vendendo pipoca e fazendo café para as estrelas hollywoodianas”, conta Leandro.

Ainda em Wellington, Leandro fez um curso de turismo e viagens e depois passou em um concurso para trabalhar na Embaixada do Brasil. “Na Embaixada eu cuidava da área de promoção cultural e comercial.

Fiquei 4 anos nesse emprego e durante esse período eu coordenei o festival de cinema latino americano que rodava o país”.

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Image by Cornelia Schneider-Frank from Pixabay

Canadá e a carreira em festivais de cinema

A história de Leandro com a Nova Zelândia teve um breve intervalo em 2006, quando ele aceitou um cargo no Consulado Brasileiro de Toronto, capital da província de Ontário, no Canadá.

Além disso, ele trabalhou como diretor de produção do primeiro festival de cinema brasileiro de Toronto, junto com a organização Jangada, que produz o festival de cinema brasileiro em Paris. 

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foto: divulgação internet

“Após dois anos em Toronto, eu voltei para Wellington e fundei um festival de cinema Brasileiro na Nova Zelândia, o Reel Brazil Film Festival, que contou com 6 edições”, afirma Leandro.

De volta para Aotearoa

Em paralelo ao trabalho junto ao festival de cinema, Leandro também dedicava seu tempo como gerente de projetos para diferentes Ministérios do Governo, “meus últimos 3 anos foram no Ministério do Desenvolvimento Social, atuando na área de Gestão de Riscos, Segurança Pública, Moradia, Previdência Social e Programas de incentivo para crianças e jovens com habilidades excepcionais”, explica o mineiro.

Em 2014 Leandro inaugurou, junto com alguns amigos, um pequeno negócio de importação de café, cacau, açaí e acerola do Brasil para a Nova Zelândia, a BRAINZ Intelligent Imports. Além de toda essa empreitada, ele conta que nesse mesmo ano foi eleito como um dos Diretores do Latin America New Zealand Business Council.

“Entre 2015 a 2018 fui Vice-Presidente também e durante esse período tive muito contato com o setor educacional, o que já foi abrindo portas” , conta Leandro.

 

Saudade do Brasil e o retorno para casa

A Nova Zelândia proporcionou a Leandro anos incríveis e uma trajetória de sucesso com muitos desafios e de bastante crescimento pessoal e profissional, mas depois de 16 anos morando fora do Brasil, ele sentiu que era hora de voltar para casa. “Já sentia falta de estar perto da minha família e queria vivenciar o Brasil de novo. Tive a oportunidade de realizar diversos sonhos e sinto que tenho o melhor dos dois mundos. Cheguei na NZ com 23 anos e voltei pro Brasil com 39 anos”, conta Leandro.

“Em 2019 fui contratado efetivamente como Gerente de Mercado para desenvolver o mercado latino e, apesar de eu ser responsável por todo o mercado Latino, o nosso foco tem sido Brasil, Chile, México e Colômbia”

Mesmo estando no Brasil, Cavalcanti nunca cortou completamente os vínculos com a Nova Zelândia e em 2017 ele iniciou um trabalho de consultoria para a IPU New Zealand, instituição de ensino superior, com o objetivo de prospectar clientes no Brasil.

O sistema educacional da Nova Zelândia, desde ensino básico, estimula os estudantes a serem mais autônomos e buscarem seus objetivos e, de acordo com Leandro, isso também se reflete nos cursos de ensino superior. “Na IPU vamos sempre dar o suporte que o aluno precisar, mas a expectativa é que ele seja mais autônomo”, explica o gerente.

foto: Capa IPU New Zealand brochure

 

Foco na comunidade latina

Parte da função de Leandro é ser responsável pelas ações de Marketing, prospecção, treinamento, parcerias, acordo de cooperação com outras universidades, além de dar suporte aos estudantes latinos. “A parte mais gratificante acho que é essa interação e troca humana. Poder conversar com potenciais estudantes de vários países e ouvir suas histórias, seus planos e orientá-los sobre a NZ”.

“Eu amo meu trabalho e as diferentes nuances que cada país e cultura tem”


foto: Street Art Berrymans Lane

 

 

 

Leandro explica que há um crescente movimento de alunos buscando opções de estudo fora de Auckland e que Palmerston North, cidade onde a IPU tem sede, oferece diversas vantagens pela localização, estilo de vida e proximidade com a capital, Wellington. 

“Palmy ainda está sendo descoberta pelos Latinos. É uma cidade universitária de baixo custo e bastante cosmopolita, considerando seu tamanho. São 126 nacionalidades residentes na cidade. Não tenho dúvidas que nos próximos 2-3 anos vai estar entre os principais destinos estudantis fora de Auckland e Wellington”.

Cenário educacional na NZ no pós-pandemia 

Leandro aposta em um grande fluxo de alunos interessados em estudar na Nova Zelândia, país mundialmente conhecido pela sua qualidade de ensino.

“Com a pandemia, a Nova Zelândia virou um dos destinos mais desejados para se estudar e viver. Temos hoje, vários alunos que já foram aprovados para nossos programas de Bacharelado, pós e mestrado que estão apenas esperando as fronteiras abrirem”, explica ele.

De acordo com Cavalcanti, a Nova Zelândia não é um país difícil de vender, justamente por ser um destino fantástico, aberto e com várias oportunidades. “Já dei centenas de palestras em diferentes países e escolas promovendo a NZ. Quando falo sobre a NZ eu falo a real: a beleza e os desafios. Com o tempo e pelo fato de eu já ter atuado em tantas coisas diferentes, acabei me tornando meio que um especialista em NZ”, conta Leandro orgulhoso.

Cultura neozelandesa e idioma inglês são a chave do sucesso

É bem comum que, ao sair do país de origem as pessoas acabem se decepcionando um pouco com lugares novos por não oferecerem o mesmo tipo de vivência. Mas para conseguir vivenciar uma trajetória de sucesso, Leandro faz um alerta e lembra que “cada lugar tem sua especificidade”.

Esteja aberto a possibilidade de uma vida diferente, um trabalho diferente e fundamental para se dar bem.

“Não se isole na sua comunidade. Se envolva em atividades que são relevantes para os Kiwis, faça trabalhos voluntários. Aprenda sobre a cultura Maori, entenda um pouco do seu idioma e costumes. Os Kiwis vão apreciar isso e vão te ajudar também com seus projetos” Leandro Cavalcanti 

Outro ponto importante destacado por ele é a necessidade de se sentir confortável com a língua inglesa.

“Por mais importante que uma qualificação técnica seja, o que pesa mesmo na hora de conseguir um emprego é a desenvoltura com o idioma, seu conhecimento de como a cultura e as relações de trabalho funcionam no país e, principalmente, como você contribui para sua equipe de trabalho. Como diria um amigo meu, uma mão lava a outra, e as duas lavam o rosto”.

Leandro Cavalcanti, Gerente de Mercado da América Latina, IPU New Zealand

Facebook: @IPUNEWZEALAND
Instagram: @leandro__nz
Instagram: @ipu_newzealand
Linkedin: @ipunewzealand
Para mais informações http://www.ipu.ac.nz

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