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Jornalista apaixonado por cinema, deixou a carreira para conhecer a Nova Zelândia

Entrevista com Elias Leschewitz - Jornalista

Durante a vida, nós buscamos uma realização profissional, idealizando cada passo e buscando esse crescimento.

Se tornar um imigrante, por vezes pode deixar sua carreira adormecida, enquanto que, te proporciona grandes oportunidades de aprendizado, valorização da vida e descobertas. E muitos durante o caminho, desistem de acordar o gigante adormecido (carreira profissional) ou entram na zona de conforto “já tenho o que preciso”.

O entrevistado de hoje, Elias Leschewitz é formado em jornalismo, trabalhou na Rede Massa, afiliada do SBT.

Apaixonado por cinema e TV. Seus próximos passos serão inserir sua experiência no mercado Neozelandês.

Elias nos conte de onde é no Brasil

“Sou do Rio Grande Sul, nascido em uma cidade bem pequena chamada Ajuricaba. Minha primeira mudança foi, após 1 ano de idade, fui morar em outra cidade pequena chamada Panambi. Depois de 15 anos me mudei com minha familia para Curitiba, no Paraná, onde fiquei por 10 anos. Nesta época surgiu a ideia de sair do Brasil e ir morar nesta pequena ilha, mas de grande prestigio chamada Nova Zelândia.”

Foto de Elias quando pequeno no Rio Grande do Sul. Arquivo pessoal.

“Sou de uma família com descendência de um lado alemã e do outro russa. O sobrenome ‘Scholz’ (que não foi colocado em meus documentos) vem de origem alemã, e o ‘Leschewitz’ de origem russa. O engraçado é que as pessoas que vivem aqui na NZ normalmente ficam assustados pelo fato de ser muito parecido como um kiwi, mas claro, sou brasileiro com olhos azuis e pele clara.”

Fale sobre sua profissão. Quando você decidiu a carreira de jornalista.

“Sou formado em Jornalismo, pela Universidade Tuiuti do Paraná. De início eu queria ter estudado Cinema, mas após conversas com alguns amigos comecei o curso de Rádio e TV, na qual me fascinei. E, novamente, depois de mais conversas com alguns profissionais da área de comunicação, resolvi abranger mais áreas e mudei meu curso para Jornalismo, na qual não me arrependo e segui até o final.”

Rádio Comunitária
Época em que trabalhou na TV. Elias: arquivo pessoal.

“Comecei trabalhando em uma rádio comunitária em minha cidade, mas em algum momento pensei o porquê não seguir carreira em televisão, pois esta área de vídeo sempre tive interesse. Foi aí que, após entrar na faculdade, consegui um estágio em uma TV pequena em Curitiba.

Ao longo do tempo, a faculdade e a vida profissional na prática se tornaram um só. Um ano depois, consegui um segundo estágio, na qual depois fui contratado. E foi na Rede Massa, afiliada do SBT na capital paranaense. E neste momento foi muito marcante, pois eu estava trabalhando em uma grande emissora e em uma afiliada na qual o dono é Carlos Massa, o apresentador Ratinho. Foram anos de muito aprendizado e aproveitei muito este momento para minha carreira.

Paralelo a isso, fiz alguns trabalhos extras, como correspondente internacional para uma TV do Irã para a Copa do Mundo 2014, onde amadureci muito de como é a vida de produtor de TV na correria em busca da notícia.

O que especificamente você ama em sua carreira? E quais seriam seus desafios?

“Minha paixão é televisão. De um modo geral gosto muito de jornalismo, mas desde o início da faculdade sempre me dediquei mais em vídeo e produção de TV do que, por exemplo, em texto. Os desafios nesta área agora pra mim é a língua e entrar neste mercado de trabalho, mas claro, não impossível. Estou em busca disso.”

Como foi a decisão de sair do Brasil?

“Decidi sair do Brasil para tentar algo novo. De início desenvolver mais a língua inglesa, além de crescer como pessoa e realmente aprender muita coisa em relação a outras culturas. E a Nova Zelândia surgiu através de muita pesquisa e claro, indicação de amigos que me mostraram os caminhos para vir pra cá.”

É possível trabalhar com jornalismo na Nova Zelândia com formação no Brasil?

“É possível sim. Inclusive, o jornalismo posso dizer que é mundial. Você pode trabalhar em qualquer lugar em diferentes formatos, como correspondente internacional, produção de vídeos para a internet, ir atrás de notícias de acordo com a sua realidade e espaço. Claro, tudo depende da sua capacidade de se comunicar (uma boa desenvoltura no inglês é inevitável), como também estar disposto a correr atrás de bons conteúdos.”

Neste período em que você está na Nova Zelândia, quais experiências te marcaram.

“O que mais amo, além de ser um país muito bonito, é que a Nova Zelândia é um dos lugares mais procurados para o cinema.

Diversos lugares que já marcaram os telões do mundo. E foi aí que me marcou e muito alguns lugares que conheci como Milford Sound, Hobbinton e Cathedral Cove. Esses três lugares foram ‘palco’ de inúmeras cenas para o cinema e que trouxeram os olhos do mundo para a Nova Zelândia.”

O que você sente falta no Brasil?

“Esta é uma pergunta que todos fazem e a maioria das pessoas respondem: da comida. Sim, é verdade. Mas conseguimos improvisar por aqui, com certeza.

O que realmente sinto falta é da minha família, e, além disso, de morar em um país grande como o Brasil, com muitas facilidades, culturas, comidas, entre várias outras coisas.. Mas isso não é argumento para deixar a Nova Zelândia.”

“Acredito que tudo isso que vivemos aqui é aprendizado que vamos levar para a vida inteira e repassar para outras pessoas esses valores que aprendemos aqui.” Elias 

Quais seriam seus planos futuros nesta terra?

“Gostaria de ficar por aqui, conseguir meu visto de residência. Seria o primeiro passo para construir minha vida profissional na área de jornalismo (quero muito trabalhar em TV ou em cinema por aqui).”

“Claro que um jornalista, quando formado, nunca se desfaz desta profissão. E sendo assim, sempre tento ter um tempinho em ler notícias e criar alguns vídeos para o Instagram com os lugares que tanto conhecemos aqui na NZ.”

“Quero trazer minha família para, ao menos, conhecer esse mundo que todos se apaixonam. E além de tudo isso, quero conhecer diversos países, isso é uma das coisas que gosto muito e quero fazer.”

Elias Leschewitz – Journalist

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